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3º dia - Departamento de Lot - Rocamadour e vilas

 A primeira passeada em Rocamadour já havia acalmado nossa ansiedade por conhecer o lugar. Mas hoje seria o dia de aproveitar o sol da manhã frontal para visitar o local! Resolvemos começar por cima, pelo Château (Castelo) e ir descendo à cidade. Deixamos o carro em um estacionamento ali perto, no alto, e depois voltaríamos pra buscar.

A visita ao Castelo é paga, mas baratinha. Leve moedas de euro, pois a entrada é "self service" e vimos alguns turistas "mendigando" troca de cédulas por moedas de 1 euro...


Não há visita interna no Castelo, apenas pelos muros-mirantes. A vista lá de cima é impressionante. Se vê o o rio Alzou e o cânion escavado por ele ao longo do tempo. Uma vontade enorme de sair voando...


É possível observar quase toda a cidade lá do alto. E olhar em linha reta para o chão e ter certeza de que o castelo está construído no ar, sobre a cidade.


Olhando reto para baixo. Segure firme sua máquina fotográfica.
Em seguida, decidimos descer pelo caminho lateral, pelo Chemin de Croix (Via-crucis), passando por várias estações (capelinhas) na descida em zig-zag, em rampa, em meio a árvores e flores. 


Na metade do caminho, encontramos uma área de campo lindamente florido.


Logo fomos chegando ao Santuário e fomos passando de um ambiente a outro, impressionados pela forma como a arquitetura se fundia a montanha. Diversos detalhes nos encantaram. O tempo presente em cada detalhe. Obviamente toda vila foi sendo construída ao longo dos anos, mas acredita-se que Rocamadour já começou a ser local religioso cristão desde o ano 70 d.C. O Santuário e Castelo datam do século XII. Pois é... tem algo em torno de 800 anos...


No pátio do Santuário. A foto abaixo é um detalhe deste prédio, bem à direita.
Na foto abaixo, se vê melhor a pintura cima. Os afrescos datam do século XII a XV.




Chegando na parte externa, continua a inevitável vontade de olhar para o alto o tempo todo e tentar entender a forma engenhosa e impactante com que a cidade foi construída encravada na rocha.


A cidade é pequena, basicamente uma única rua, com muitos turistas, lojinhas de souvenirs e restaurantes. Logo na entrada tem um ou dois hotéis que parecem bem interessantes. O estacionamento, claro, fica fora dos muros que protegeram a cidade por séculos, mas o acesso é próximo para os hóspedes. Pra onde se olha em Rocamadour, se vê algo cada vez mais bonito. O dia lindo de sol também ajudou muito.

Nesta foto se pode ver o castelo lá no alto, como que observando a cidade.
Decidimos almoçar por ali mesmo antes de seguir a outro local. Prato típico da região: coxa de pato assado, queijo Rocamadour, batata e salada com nozes e moela.

Após o almoço, resolvemos continuar dirigindo e visitar alguns vilarejos da região. Pra voltar ao carro, tomamos os elevadores que vão da cidade baixa à parte alta, com saída próxima ao Castelo. A circulação, portanto, pra quem vai com bebê de carrinho, ou cadeiras de roda, é viável, embora existam algumas escadas em certas áreas dentro da cidade (como os 216 degraus da Escada dos Peregrinos).

Consultando materiais de turismo da região, identificamos algumas vilas com o selo de "Mais bela vilas da França" que se localizavam próximos, ao norte de Lacave/ Rocamadour. Existe ainda outro selo, o de "Cité Fleuri" (Cidade florida") (http://www.villes-et-villages-fleuris.com/). É por aí que a gente vai.


A primeira localidade que chegamos foi Autoire.



Nosso filho acabou dormindo no carro no trajeto pós-almoço e, para não atrapalharmos seu sono, nos revezamos: enquanto um explorava a vila passeando a pé pelas poucas ruas do local, o outro ficava de plantão no carro. Durante minha permanência no carro, dei uma circuladinha dirigindo pelas ruas mais afastadas, pra não ficar parado, e achei outras vistas da cidade.


Dali programamos o GPS e fomos pra Loubressac. Perambulamos pela cidadezinha tranquila com seu ar também medieval.





Como ela fica no alto, tinha uma linda vista da região. Avistamos distante um castelo. Voltamos pro carro pra tentar descobrir qual era, consultando mapas e GPS.



Programamos o GPS pra ir até lá. E fomos! Château de Castelnau Bretonaux.



Circulamos todo castelo de carro, muitas fotos de vários ângulos. Já era final da tarde e o horário de visitação já tinha encerrado. Mas fica a dica pra alguém que queira ter o privilégio que não tivemos: http://castelnau-bretenoux.monuments-nationaux.fr/

Aproveitamos que o sol se põe mais tarde e seguimos até Carennac. Achamos um estacionamento e abandonamos o carro. Esta já pode ser considerada uma pequena cidade, se comparada aos vilarejos onde estivemos. Pequena. A arquitetura deslumbrante, com direito a ponte e rio. A cada parede, milhares de detalhes empolgantes.


Uma janelinha qualquer...
Vimos este portão aberto... uma espiadinha e encontramos a entrada linda de uma igreja no pátio interno.


Avistamos um riachinho e descobrimos um caminho ajardinado na beira. Caminhada tranquila, com direito a patinhos e tudo mais.

O dia findava e era hora de voltar pra nossa "casa de campo". Programamos nosso amigo GPS e seguimos, sabe-deus-por-onde em segurança até no recanto. O percurso ao todo, de Rocamadour a Carennac, passando por Autoire, Loubressac, Château de Castelnau Bretonaux teve cerca de 45 km apenas, sempre por estradas asfaltadas...


Aos poucos, no caminho de volta, começamos a ver alguns paragliders. Logo mais outros e então o céu estava dominado por dezenas de paragliders coloridos voando sobre nós! Nossa alma voava com eles!


Chegamos felizes em Le Caspitan mas o sol teimava em fazer o dia render. No dia seguinte seria nossa despedida da região, então resolvemos aproveitar o vasto quintal e caminhar por ali, até o rio, costeando-o, seguindo pelo campo em direção ao castelo próximo dali (embora não tenhamos chegado até ele). Nós e os grilos e o sol dourado e uma brisa leve. Sorrisos. É bom ser feliz!
Ao fundo, "nossa casa".


Vista do "nosso quintal".

É bom ser feliz!

Dois vídeos com alguns lugares visitados nestes dias:
b) Vale do rio Dorgonha (aparece Carennac, Rocamadour, Bouziès, o Chemin de halage, Saint-Cirq Lapopie, Castelo de Castelnau Bretonaux...)

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